Artistas

Uma das propostas da IV edição do Seminário Internacional a Educação Medicalizada é promover a interação com o campo das artes e expressões artísticas. Por isso convidamos os artistas Alex Frechette, do Rio de Janeiro, e Eder Muniz, de Salvador, para produzirem nossas artes de divulgação do evento. Em comum, esses artistas fazem intervenções no espaço urbano, provocando novas formas de compreender e ver o mundo. E, sobretudo, questionando o que está dado como natural em nossa sociedade.

Conheça mais o trabalho desses artistas!

 

EDER MUNIZ

 

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Criado na periferia de Salvador, Eder Muniz é um artista autodidata que mistura técnicas do grafitti e das artes plásticas. Suas obras já estamparam cidades do Brasil, Estados Unidos e Itália.

Em 2000 ajudou a fundar o movimento Calangos de Rua, formado por um coletivo de artistas que levam cultura e arte para as comunidades de Salvador.

O seu o contato com as artes foi na escola. “Foi o que me salvou”, relata Eder ao se lembrar dos colegas de escola que acabaram sendo vítimas da violência urbana que atinge os jovens das periferia de Salvador.

No processo de criação das obras, a interação com o espaço e a intervenção do público é fundamental, por isso sua obra é ao ar livre.

“A arte me deu tudo” e como retribuição Eder se considera um exemplo aos jovens das periferias de Salvador: Existem outros caminhos para a vida, você não precisa ser mão de obra comum para ser feliz na vida.

 

 

 

 

 

 

 

Confira o trabalho de Eder Muniz no Facebook, Flickr, Tumblr e Instagram.

 

ALEX FRECHETTE

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Formado em Artes Plásticas, Frechette é multi-artista, escritor e professor de artes na rede pública do Rio de Janeiro. A sua íntima relação com os temas da escola aparecem em seu livro “Diário de Classe”, o relato pessoal dos dois meses de um professor que acaba de pisar em sala de aula.

 

O tema Diário é recorrente em sua obra, Diário de Classe, Diário de Leituras, Diário Ecumênico, Diário para Descolorir, entre vários outros diários que o artista produz.

 

 

1401867_898936486825485_3883917821789743573_oNos trabalhos de Frechette há muita subversão dos sentidos e signos, e uma estratégia recorrente é a intervenção no espaço público como forma de provocação e crítica social, como na série “Diário Constitucional”, azulejos com trechos descumpridos da Constituição Brasileira e que são colocados em territórios como o Complexo do Alemão, um conjunto de favelas do Rio de Janeiro.

 

 

Conheça o trabalho do Alex Frechette no Facebook e no Coletivo Carranca.